Genéricos e MIPs

Aposta das farmacêuticas

Diversificar para continuar crescendo. Esta é a nova estratégia da indústria farmacêutica, segundo reportagem publicada em setembro pelo Diário Comércio e Indústria. Segundo o DCI, os laboratórios decidiram apostar em medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e genéricos em um momento de retração do consumo e volatilidade cambial.

 

Mais vendas já em 2018

De acordo com dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a venda de medicamentos cresceu 8,08% no 1º semestre em relação ao igual período de 2017. O principal segmento é o de MIPs, com 15,42% de aumento sobre o ano passado.

 

Biolab

O DCI também ouviu diversos executivos a respeito, como o vice-presidente comercial da Biolab, Carlos Capelli.

– Entramos no mercado de genéricos e estamos indo bem, dentro das dificuldades do cenário. Esperamos crescer 11% em 2018 – afirma o dirigente da Biolab, empresa que comprou recentemente a operação da Actavis Brasil, que pertencia a israelense Teva, maior fabricante de genéricos do mundo.

 

Cimed

– A expectativa é um pouco maior do que ano passado, de chegar a 30% de crescimento. Em 2017, a Cimed cresceu 25%. Os genéricos e os MIPs permitem esse crescimento. Também trabalhamos com distribuição própria chegando mais rapidamente ao pequeno, médio e grande varejista – explica presidente da Cimed, João Adibe.

Recentemente, a empresa anunciou a construção de uma nova fábrica em Pouso Alegre (MG). Serão investidos R$ 140 milhões na obra, prevista para começar em 2020. A produção será focada em medicamentos sólidos, como drágeas e efervescentes, principalmente para antidepressivos e antibióticos.